
A estrela de Hollywood Angelina Jolie desembarcou em Mato Grosso nesta quarta-feira (02.04) para uma visita discreta e altamente simbólica ao Xingu. Sem aviso prévio e sem registros em suas redes sociais, a atriz chegou à aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, onde foi recebida pelo cacique Raoni Metuktire, uma das maiores lideranças indígenas do mundo. O encontro aconteceu por meio da organização Re:wild, que atua na preservação da biodiversidade, e reforçou a conexão da artista com causas ambientais e humanitárias.
Mesmo sem alarde, a presença de Angelina não passou despercebida. Moradores de São José do Xingu notaram sua chegada e, rapidamente, imagens começaram a circular. A atriz, reconhecida globalmente pelo ativismo social, passou horas em conversas profundas com lideranças indígenas sobre a proteção da Amazônia e os desafios enfrentados pelas comunidades locais, como desmatamento, garimpo ilegal e a expansão do agronegócio sobre territórios protegidos.
O cacique Raoni, ícone da resistência indígena, dedicou sua vida à defesa da floresta. Em 1989, ao lado do cantor Sting, levou a causa indígena ao cenário internacional, denunciando as ameaças que pairam sobre a Amazônia. Hoje, aos 90 anos, continua sua missão incansável, recebendo figuras influentes para manter viva a luta pela preservação dos povos originários e do meio ambiente.
Angelina, que há mais de duas décadas se envolve em questões globais, desenvolve projetos ambientais no Camboja e atua diretamente em missões humanitárias ao redor do mundo. Sua vinda ao Xingu se alinha ao seu compromisso com a defesa da biodiversidade e dos direitos humanos. Em um gesto de respeito à cultura local, a atriz foi pintada pelos Kayapó, protagonizando um momento marcante de imersão na tradição indígena.
A viagem de Angelina Jolie a Mato Grosso reforça o peso da Amazônia no debate internacional. Sua presença atrai olhares para a luta dos povos indígenas e evidencia a urgência da preservação ambiental. Mais do que uma visita ilustre, sua passagem pelo Xingu pode ser um novo capítulo no engajamento global pela proteção da floresta.