Quarta, 26 de Agosto de 2026
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PF conclui “Abin Paralela” e indicia Bolsonaro, Ramagem e Carlos Mais de 30 pessoas foram indiciadas, entre elas o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa

PF conclui “Abin Paralela” e indicia Bolsonaro, Ramagem e Carlos Mais de 30 pessoas foram indiciadas, entre elas o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa

17/06/2025 às 08h42
Por: Redação
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PF conclui “Abin Paralela” e indicia Bolsonaro, Ramagem e Carlos Mais de 30 pessoas foram indiciadas, entre elas o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa

A Polícia Federal (PF) concluiu e enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório do inquérito que apura o uso ilegal de ferramentas de monitoramento na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no caso que ficou conhecido como “Abin Paralela”.

Segundo apurou a CNN, entre os indiciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin; e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

Também foram indiciados integrantes da atual cúpula da Abin, incluindo o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa. De acordo com a PF, eles são suspeitos de tentar obstruir as investigações.

Em uma das fases de busca e apreensão, por exemplo, diretores da Abin teriam ocultado computadores que, posteriormente, foram localizados e apreendidos.

No total, mais de 30 pessoas foram indiciadas sob suspeita de utilizar ilegalmente a estrutura da Abin para realizar o monitoramento irregular de autoridades públicas e ministros do STF.

De acordo com o relatório da PF, o sistema israelense de geolocalização FirstMile foi usado de forma irregular para espionagem, especialmente em 2021, período pré-eleitoral. A ferramenta, desenvolvida pela empresa Cognyte (ex-Verint), teria permitido o rastreamento de até 10 mil celulares por ano nos três primeiros anos do governo Bolsonaro.

A investigação aponta que ministros do STF, deputados e jornalistas tiveram suas localizações rastreadas por essa “Abin paralela”, estruturada à margem dos procedimentos legais da agência.

Gravação de reunião

Um dos elementos do inquérito é a gravação de uma reunião ocorrida em 2020, tornada pública em julho do ano passado.

O áudio mostra Jair Bolsonaro, o então diretor da Abin Alexandre Ramagem, e advogadas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discutindo estratégias para monitorar auditores da Receita Federal responsáveis pelas investigações do caso da “rachadinha” no gabinete de Flávio quando era deputado estadual no Rio.

Na gravação, Ramagem sugere que, para anular a investigação, seria necessário instaurar um procedimento administrativo contra os auditores da Receita e remover alguns deles de seus cargos.

À época da divulgação, Ramagem declarou que Bolsonaro sempre se manifestou na reunião por não querer "favorecimentos ou jeitinhos". "Eu me manifestei contrariamente à atuação do GSI no tema, indicando o caminho por procedimento administrativo pela Receita Federal, previsto em lei, e ainda judicial no STF", disse.

Já Flávio Bolsonaro declarou: "mais uma vez, a montanha pariu um rato... o áudio mostra apenas minhas advogadas comunicando as suspeitas de que um grupo agia com interesses políticos dentro da Receita Federal e com objetivo de prejudicar a mim e a minha família".

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