O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (25.09), em entrevista , que o Hospital Estadual Santa Casa é hoje insubstituível para a rede municipal de saúde, já que oferece leitos e serviços que outros hospitais da capital não conseguem suprir. Segundo ele, caso a unidade seja fechada, a cidade enfrentará um colapso no atendimento.
“São mais de 100 leitos disponíveis hoje na rede. Se a Santa Casa fechar, para onde vão esses pacientes? O Hospital Central não tem a mesma finalidade, o Júlio Müller Novo também não terá. Hoje nós contamos apenas com o HMC, o São Benedito e o Pronto-Socorro, mas nenhum deles comporta o perfil de atendimento da Santa Casa”, disse Abilio.
O prefeito afirmou ainda que a Prefeitura poderia entrar na disputa pela compra do imóvel caso o valor de venda seja reduzido para cerca de R$ 25 milhões. Atualmente, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) fixou o preço mínimo em R$ 39,1 milhões, metade da avaliação inicial de R$ 78,2 milhões. As propostas podem ser apresentadas até 21 de outubro.
Abilio explicou que, se o valor cair, vai buscar junto à Justiça do Trabalho alternativas para parcelar o pagamento. Ele reforçou, porém, que a questão não é apenas financeira, mas sim a sobrevivência de uma estrutura vital para o sistema público de saúde.
A unidade, além de referência histórica, tem importância estratégica porque concentra atendimentos que não seriam absorvidos por outros hospitais municipais. Para Brunini, a perda da Santa Casa representaria um impacto imediato na rede, deixando centenas de pacientes sem alternativa.
