
O vereador Charles da Educação (União) questionou nesta terça-feira (07.10), durante sessão na Câmara de Várzea Grande, quem vai arcar com os custos dos uniformes escolares confeccionados com a logomarca pessoal da prefeita Flávia Moretti (PL). O parlamentar lembrou que o uso de slogans ou símbolos que vinculem materiais públicos a gestores é proibido pela Constituição Federal e por lei municipal.
Segundo o vereador, ele havia alertado o então secretário municipal de Educação, Cleiton Marino Santana, por meio do ofício n.º 065/2025, protocolado em (01.07), sobre a ilegalidade da ação. “Encaminhei o ofício orientando sobre a proibição de promoção pessoal de gestores públicos. Mesmo assim, os uniformes foram entregues com a logo da prefeita: ‘Transparência, Trabalho e Progresso’. Agora a pergunta é: quem vai arcar com o custo disso? Porque esses uniformes terão que ser recolhidos”, afirmou.
Charles também cobrou providências do atual secretário de Educação, Igor Cunha, que assumiu recentemente a pasta, e destacou que continuará fiscalizando. “A população está cansada de promessa, a população quer resultado”, disse.
Durante o discurso, o parlamentar mencionou ainda a visita a obras de Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) paralisadas na cidade. Segundo ele, das 16 unidades previstas, 12 foram entregues até agora e quatro seguem sem conclusão. “Encontramos locais com apenas dois trabalhadores ou nenhum. Notificamos o secretário para cobrar as empresas, porque há mais de 1.500 crianças na lista de espera por vagas em creches”, relatou.
A vereadora Gisa Barros (PSB) reforçou a crítica e classificou o episódio como “erro vergonhoso”. “É inadmissível que uma gestora, que conhece a lei, cometa um erro primário desses. Propagar o trabalho desobedecendo ao princípio da impessoalidade é vergonhoso, no mínimo”, disse.
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