Quarta, 26 de Agosto de 2026
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Prefeita de VG usa reforma da Assistência Social para centralizar poder e reforçar influência política Prefeita propõe reforma na Assistência Social e cria cargo com salário de R$ 16 mil

Prefeita de VG usa reforma da Assistência Social para centralizar poder e reforçar influência política Prefeita propõe reforma na Assistência Social e cria cargo com salário de R$ 16 mil

29/10/2025 às 09h11
Por: Redação
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Prefeita de VG usa reforma da Assistência Social para centralizar poder e reforçar influência política Prefeita propõe reforma na Assistência Social e cria cargo com salário de R$ 16 mil

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), busca ampliar o controle político da Prefeitura sobre as políticas sociais e de gênero por meio do Projeto de Lei Complementar n.º 36/2025, que será apreciado pela Câmara Municipal. A proposta reformula a Secretaria Municipal de Assistência Social e cria dois novos cargos de secretário adjunto, com remuneração equivalente à do titular da pasta, o que amplia a estrutura administrativa e representa um potencial aumento de gastos públicos.

Na prática, o projeto confere à prefeita maior poder sobre áreas sensíveis, como assistência social, direitos humanos, igualdade de gênero e inclusão. O texto altera a Lei Complementar n.º 4.083/2015, que organiza a estrutura básica do Poder Executivo Municipal, e renomeia a pasta para Secretaria Municipal de Assistência Social, da Mulher, Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania.

Com a mudança, a secretaria passará a concentrar diversas políticas anteriormente distribuídas entre diferentes setores, como programas de combate à violência contra a mulher, inclusão de pessoas com deficiência, ações voltadas à população LGBTQIA+, juventude, população negra, indígena e demais grupos vulneráveis.

O ponto mais controverso da proposta é a criação da Secretaria Adjunta da Mulher, Direitos Humanos, Inclusão e Cidadania, definida como órgão de “nível estratégico e especializado”. O cargo de secretário adjunto terá o mesmo status e a mesma remuneração do secretário titular: salário de R$ 9.288,00 e verba indenizatória de R$ 7.000,00, totalizando R$ 16.888,00.

O texto também atribui à prefeita a prerrogativa de, por decreto, definir organogramas, fluxos de trabalho e alocação de pessoal, o que intensifica a centralização das decisões administrativas e políticas no âmbito do Executivo. Embora o projeto ressalte que não poderá haver aumento de despesa sem autorização legislativa, na prática, a criação de um novo cargo com remuneração de secretário eleva o custo da máquina pública.

A proposta será submetida à apreciação dos vereadores nesta quarta-feira (29.10) e, se aprovada, entrará em vigor imediatamente após sua publicação.

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