
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou, nessa quarta-feira (17.12), ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a entrada diária de um fisioterapeuta na unidade da Polícia Federal em Brasília onde ele está detido. Os advogados alegam que o atendimento é essencial e não pode sofrer interrupções, sob risco de agravamento do quadro clínico do ex-presidente.
O pedido protocolado no STF solicita o acesso recorrente do fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas à Superintendência da PF, onde Bolsonaro está preso desde 22 de novembro. Segundo a defesa, a fisioterapia foi recomendada por médicos e possui caráter terapêutico indispensável.
Relatórios médicos anexados ao processo indicam que Bolsonaro precisa realizar sessões diárias de fisioterapia respiratória e motora para manter o condicionamento físico, prevenir complicações clínicas e controlar dores e limitações funcionais decorrentes de múltiplas cirurgias abdominais. Um dos documentos alerta que a interrupção do tratamento pode provocar regressão funcional e agravamento do estado de saúde.
A defesa propõe que o atendimento ocorra uma vez por dia, em dias úteis, dentro do horário normal de funcionamento da Superintendência da PF, em conformidade com normas de segurança e organização administrativa da unidade.
O pedido é apresentado em meio a outras medidas da defesa sobre a saúde do ex-presidente. Na segunda-feira (15), os advogados solicitaram autorização para cirurgia de urgência e prisão domiciliar humanitária. Os advogados sustentam que a condição de preso não pode impedir a continuidade de tratamentos indispensáveis à preservação da saúde e integridade física.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, conforme condenação do STF.