
O governador Mauro Mendes (União Brasil) anunciou que deixa o cargo no dia 31 de março para correr atrás de uma cadeira no Senado. Quem assume é o vice Otaviano Pivetta, mas do Republicanos, não do União. Detalhe que vai doer muito em breve.
E o problemão está em casa mesmo. O senador Jayme Campos já bateu o pé: quer o governo de Mato Grosso em 2026 e só abre mão se Deus, ou o filho Jaiminho, que Deus o tenha — aparecer e pedir. Como nenhuma das duas hipóteses parece estar no radar dos mortais, Jayme não sai do caminho.
Aí vem a pergunta que ninguém quer responder em voz alta no corredor do União Brasil: se Mauro Mendes e Jayme Campos são do mesmo partido, como fica a fidelidade partidária? Mendes vai fazer campanha para Pivetta, do Republicanos, contra o correligionário Jayme? Vai torcer contra a casa?
A conta não fecha, nem na aritmética, nem na ética.
Por enquanto, o que se vê é um partido dividido antes mesmo de a eleição começar, um governador de saída que quer ditar o sucessor fora da própria legenda, e um senador que invocou até o Criador para blindar sua candidatura.
Esta novela ainda terá muitos capítulos.