Segunda, 14 de Setembro de 2026
Publicidade

Secult lança caderno sobre Cultura, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas

O material foi produzido em parceria com a ONG britânica Julie’s Bicycle e a Fadesp, para fortalecer a relação entre o setor cultural e os desafios...

08/02/2025 às 17h51
Por: Redação Fonte: Secom Pará
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a organização britânica Julie’s Bicycle lançaram, neste sábado (8), o caderno “Cultura, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas: das ideias à ação”. O lançamento ocorreu durante a abertura do Seminário “Amazonidade, Transversalidade e Relevância Cultural”, promovido pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC/PA), no Teatro Estação Gasômetro, no Parque da Residência, em Belém. O caderno já está disponível para download no site da Secult - https://www.secult.pa.gov.br

“Nós sabemos que a cultura e a arte têm um poder transformador, comunicacional, que possibilita o envolvimento do público e da própria indústria cultural com a pauta da sustentabilidade. Por isso, essa publicação foi pensada para valorizar e difundir os conceitos e ações ligadas à sustentabilidade, ao meio ambiente e à justiça climática, que já vêm sendo praticados com excelência por muitos projetos culturais do nosso Estado”, explicou a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.

“Reconhecemos, por meio de estudos de casos, diversas iniciativas voltadas à sustentabilidade e às mudanças climáticas, reunindo estatísticas, conceitos e informações que servem como suporte para a nossa cena cultural. Nosso objetivo é que esses conceitos, e essa transversalidade, sejam incorporados aos projetos culturais, reafirmando o compromisso da cultura e da arte, da indústria criativa, com a preservação do meio ambiente”, acrescentou a secretária.

Parceria- Alison Tickell, fundadora da Julie’s Bicycle, disse que o caderno visa “fortalecer a importância da cultura na construção de um planeta mais sustentável e justo, rumo à COP 30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas)”. Ela também destacou que, para a Julie’s Bicycle, ter criado esse material em parceria com a Secult foi uma “honra”. A organização inglesa foi responsável pela escrita do material, com o suporte da Secult, que fez a revisão e a tradução para o português.

“O guia é uma ferramenta voltada para organizadores de eventos, artistas, produtores, ativistas, trabalhadores da cultura e educadores, com o objetivo de apoiar práticas regenerativas no setor, refletindo e celebrando a singularidade da região amazônica. Ele demonstra que todos podemos alcançar uma ação climática eficaz ao colocar as expressões culturais das pessoas no centro das soluções”, completou Alison Tickell.

Articulação- A Julie’s Bicycle tem participado ativamente da articulação com Ministérios da Cultura de mais de 40 países para garantir a inclusão da arte, das práticas e saberes culturais e da preservação do patrimônio material e imaterial nos compromissos dos países membros do Acordo de Paris, voltado a reduzir os efeitos da crise climática no planeta.

A publicação também contou com a cooperação da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). O caderno foi subsidiado com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), com um aporte de R$ 120 mil.

A edição propõe estratégias para que produtores culturais integrem práticas sustentáveis em suas iniciativas, fortalecendo a promoção da justiça climática. No material, o leitor também encontra orientações práticas para artistas e gestores, que indicam técnicas para governança, cadeia de suprimentos, transporte, alimentação e comunicação.

O guia apresenta ainda estudos de caso com a Associação Indígena Wyka Kwara, Associação Outros Nativos, Ponto de Cultura Alimentar Iacitata, Instituto Arraial do Pavulagem, Instituto Regatão Amazônia, Festival Se Rasgum, Pretinhos do Mangue e Suraras do Tapajós.

Para Daniel Araújo, que participou da construção do material pela Secult, o guia reafirma a cultura como motor de transformação no cenário da crise climática. “Este material mostra que nossas expressões culturais refletem nossa identidade e também são ferramentas poderosas para promover justiça climática, regeneração ambiental e fortalecimento das comunidades. Ao colocar a cultura no centro das ações ambientais podemos inspirar soluções locais com impacto global, valorizando a diversidade amazônica e a sabedoria ancestral que molda nossa relação com o território”, disse Daniel Araújo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
O QUE VOCÊ ESTÁ TENTANDO PROTEGER?
ARTIGO Há 2 horas Em Geral

O QUE VOCÊ ESTÁ TENTANDO PROTEGER?

O que de fato determina muitas das suas escolhas?
Funcionários fecham loja de celular e deixam clientes trancados em Campo Verde
Geral Há 5 horas Em Geral

Funcionários fecham loja de celular e deixam clientes trancados em Campo Verde

Cliente relatou à PM que pagou pelo celular via Pix, mas não recebeu o aparelho nem o estorno; funcionários teriam fechado o estabelecimento e ido embora.
Feijocreci celebra uma categoria que ajuda a movimentar a economia de Mato Grosso
Feijocreci Há 3 dias Em Geral

Feijocreci celebra uma categoria que ajuda a movimentar a economia de Mato Grosso

Confraternização, mercado e valorização profissional
Uma denúncia aponta para um possível uso da estrutura da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres para armazenamento de materiais relacionados à campanha do candidato Alan Porto. Imagens encaminhadas junto à denúncia mostram dezenas de caixas identificadas com o nome “Alan Resende Porto – DRE
Geral Há 3 dias Em Geral

Uma denúncia aponta para um possível uso da estrutura da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres para armazenamento de materiais relacionados à campanha do candidato Alan Porto. Imagens encaminhadas junto à denúncia mostram dezenas de caixas identificadas com o nome “Alan Resende Porto – DRE

Uma denúncia aponta para um possível uso da estrutura da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres para armazenamento de materiais relacionados à campanha do candidato Alan Porto. Imagens encaminhadas junto à denúncia mostram dezenas de caixas identificadas com o nome “Alan Resende Porto – DRE Cáceres”, além de bandeiras, estruturas e materiais gráficos de campanha armazenados no local. O volume dos itens levantou suspeitas de que a estrutura pública estaria sendo utilizada como ponto de apoio logístico para atividades eleitorais. A denúncia também aponta que estaria circulando entre servidores da educação uma suposta lista de compromisso de votos por escola, com metas de apoio ao candidato em unidades da rede estadual. Caso a existência da lista e o uso da estrutura públ
Lenium - Criar site de notícias