
Campo Verde (MT) confirmou nove casos de dengue tipo 3, sorotipo considerado raro e que voltou a circular no Brasil em 2023. Essa é a primeira vez que o DENV-3 é identificado no município, segundo a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.
Nenhum dos pacientes está internado ou apresenta quadro grave. Os casos foram registrados durante o período de seca, quando a circulação do Aedes aegypti costuma ser menor, o que acende o alerta para a possível propagação desse sorotipo no município.
O tratamento da dengue tipo 3 é o mesmo adotado para os demais tipos da doença. A principal preocupação está relacionada às pessoas que já tiveram dengue provocada por outro sorotipo, pois uma nova infecção pode evoluir para um quadro mais grave.
“Nós não queremos assustar a população, mas alertá-la sobre os cuidados com a propagação do mosquito”, explicou a gerente de Vigilância em Saúde, Cristiane Simões.
O Residencial Santa Rosa entrou em estado de alerta após a confirmação dos casos. A Vigilância em Saúde realiza bloqueios com larvicida nos bairros onde a doença foi registrada.
Agentes de combate às endemias também percorrem os imóveis para orientar os moradores e procurar possíveis criadouros do mosquito.
No sábado (15), um mutirão de limpeza será realizado no Santa Rosa como parte das medidas adotadas para conter a proliferação do Aedes aegypti.
Os sintomas da dengue tipo 3 incluem febre repentina, dores intensas nos músculos e nas articulações, dor atrás das orelhas, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo, náuseas, vômitos e diarreia.
Observe os sinais do corpo e procure atendimento médico logo nos primeiros sintomas.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Verde, o quadro pode se agravar entre o terceiro e o quinto dia após o aparecimento dos primeiros sintomas, período em que a febre começa a baixar.
O vírus pode ser classificado como DENV-1, DENV-2, DENV-3 ou DENV-4.
Todos causam dengue. A principal diferença está no sorotipo do vírus responsável pela infecção.
Voltou a circular no Brasil em 2023.
Pode ser mais perigoso para quem já teve dengue causada por outro sorotipo.
Campo Verde confirmou nove casos.
Nenhum paciente está internado ou em estado grave.
Segundo a Vigilância em Saúde, o tratamento do DENV-3 não difere daquele adotado para os demais tipos de dengue.
Dor abdominal intensa, vômitos frequentes, sangramentos no nariz ou nas gengivas, sonolência, tontura, desmaio, queda de pressão, irritabilidade e dificuldade para respirar são sinais de agravamento. A orientação é procurar atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas.
Apesar da redução das chuvas, a população deve manter os cuidados contra a proliferação do mosquito. Pneus, sacos plásticos, vasilhas sem uso, lixo e outros objetos capazes de acumular água precisam ser retirados dos quintais ou descartados corretamente.
Mesmo durante a seca, recipientes podem acumular água e servir de criadouro para o Aedes aegypti.
Caixas-d’água devem permanecer fechadas e as calhas precisam ser limpas. Vasos de flores também exigem atenção, assim como os recipientes usados pelos animais de estimação, que devem ter a água trocada e ser higienizados diariamente.
Além da dengue, o Aedes aegypti transmite chikungunya e zika.