Quinta, 27 de Agosto de 2026
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Mãe que jogou bebê no lixo é identificada e alega 'confusão mental'

A Polícia Civil identificou a mãe da recém-nascida prematura encontrada morta dentro de uma caixa de papelão em uma lixeira de condomínio

27/08/2026 às 13h47
Por: Filipe - Editor Fonte: gazetadigital.com.br
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João Vieira/ GD
João Vieira/ GD

A Polícia Civil identificou a mãe da recém-nascida prematura encontrada morta dentro de uma caixa de papelão em uma lixeira de condomínio, em Várzea Grande. A mulher, de 25 anos, mora no local, foi localizada após análise das câmeras de segurança e prestou depoimento na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

O corpo da bebê foi encontrado por um funcionário do condomínio no dia 23 de julho. A criança estava dentro de uma caixa, envolvida em uma sacola plástica e ainda com o cordão umbilical.

 

Segundo a investigação, a mulher confirmou ser a mãe e também reconheceu que aparece nas imagens descartando a caixa na lixeira. Em depoimento, afirmou que apenas suspeitava estar grávida, pois continuava apresentando sangramentos e, por isso, não fez acompanhamento pré-natal nem contou sobre a possível gestação ao marido ou familiares.

 

Conforme a versão apresentada à polícia, na noite de 22 de julho, enquanto o marido dormia, ela entrou inesperadamente em trabalho de parto no banheiro de casa e deu à luz sozinha. A mulher afirmou que a bebê aparentava estar sem vida após o nascimento.

 

A mulher justificou sua conduta pelo “estado de desespero e confusão emocional em que se encontrava”. Ela contou que cortou o cordão umbilical, colocou o corpo em uma caixa junto com a placenta e outros resíduos do parto e, durante a madrugada, levou o material até a lixeira do condomínio.

 

A investigada negou ter usado substâncias para provocar o parto ou ter recebido ajuda de terceiros.O marido também foi ouvido e confirmou, em linhas gerais, a versão da mulher. Ele afirmou que só tomou conhecimento do ocorrido dias depois, após a repercussão do caso.

 

Bebê nasceu com vida

A perícia apontou que a criança era uma menina com aproximadamente 26 semanas de gestação, cerca de seis meses, e pesava 750 gramas. Não foram encontrados sinais de violência física.

 

O exame, porém, indicou que houve respiração após o nascimento, demonstrando que a bebê nasceu com vida e sobreviveu por um curto período. A causa da morte ainda não foi determinada. Uma das possibilidades analisadas é que a prematuridade tenha contribuído para o óbito.

 

A Polícia Civil ainda aguarda exames e laudos complementares para esclarecer as circunstâncias que antecederam o parto e a morte da criança. A investigação não descarta a possibilidade de que o parto tenha sido provocado por substância abortiva ou outra forma de intervenção.

 

Ao final das diligências, a mulher deverá ser indiciada, inicialmente, por homicídio, segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso. A classificação poderá ser alterada ou incluir outros crimes, como aborto, caso os exames apontem que houve provocação do parto.

 

O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado à Justiça.

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