
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, nessa quarta-feira (21.10), que o Estado não deixará a atuação no abastecimento de Várzea Grande até resolver o problema e manteve a promessa de regularizar a distribuição de água até dezembro.
A declaração ocorre três meses após a assinatura da Aliança pela Água, que prevê até R$ 60 milhões para recuperar o sistema do Departamento de Água e Esgoto (DAE). No anúncio inicial da parceria, em julho, o governador havia estabelecido uma meta de 180 dias para levar água a todos os bairros.
“Eu fiz o compromisso de que, até o final do ano, nós daríamos um jeito de distribuir a água. O prazo da aliança, salvo engano, era seis meses, não é? O que eu falei é que nós não iríamos mais sair de lá sem resolver definitivamente”, afirmou.
A Aliança pela Água foi formalizada no dia 22 de julho, entre Governo do Estado, Prefeitura, Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O acordo prevê aquisição de equipamentos e intervenções para recuperar a capacidade operacional do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
A promessa de regularizar o abastecimento até dezembro também já havia sido apresentada no dia 31 de agosto. Naquela ocasião, Pivetta afirmou que pretendia fazer o sistema funcionar integralmente até o encerramento de 2026 e atribuiu parte da espera à aquisição de equipamentos importados.
Em setembro, o próprio governador reconheceu que a maior parte do problema ainda precisava ser resolvida. Segundo a estimativa apresentada por ele naquele período, as intervenções haviam restabelecido o fornecimento para cerca de 20% dos moradores que sofriam com a falta de água.
“Já cerca de 20% da população que sofria de falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou naquela ocasião.
Entre as medidas contratadas pelo Estado estão a compra de membranas de ultrafiltração para a Estação de Tratamento de Água do Cristo Rei, por R$ 6,24 milhões, e a contratação de 16 postos de motoristas para caminhões-pipa, por R$ 1,63 milhão.
Na resposta à cobrança atual, Pivetta também defendeu a profissionalização do DAE. Segundo ele, a atuação estadual deve preparar a autarquia para os próximos passos, o que não significa necessariamente privatizar o serviço. O governador citou serviços de abastecimento mantidos sob administração municipal como referência.
A discussão sobre o modelo de gestão acompanha a parceria desde a assinatura. Na ocasião, a prefeita Flávia Moretti (PL) afirmou que os investimentos estaduais tinham caráter emergencial e não interromperiam o processo de concessão à iniciativa privada. Segundo ela, o formato definitivo do serviço ainda estava em discussão.