Quarta, 04 de Novembro de 2026
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Governo muda calendário do Bolsa Família em novembro e dezembro; veja datas

Mudança foi adotada pelo governo para reduzir impactos do El Niño

04/11/2026 às 09h11
Por: Redação
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Governo muda calendário do Bolsa Família em novembro e dezembro; veja datas

A Caixa Econômica Federal vai concentrar os pagamentos do Bolsa Família de novembro em três datas, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. O calendário extraordinário foi adotado pelo governo federal para outubro, novembro e dezembro como medida preventiva para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre as famílias mais vulneráveis.

Em novembro, os depósitos serão realizados nos dias 16, 17 e 18. No primeiro dia, recebem as famílias com NIS final 1 que vivem em localidades abrangidas pelas regras da Portaria MDS nº 954/2023. No dia seguinte, será a vez dos beneficiários com NIS final 2. Já em 18 de novembro, recebem os demais, com NIS finais de 3 a 9 e 0.

Calendário de novembro

16 de novembro (segunda-feira): NIS final 1, nas localidades abrangidas pela portaria;

17 de novembro (terça-feira): NIS final 2;

18 de novembro (quarta-feira): NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Calendário de dezembro

10 de dezembro (quinta-feira): NIS final 1, nas localidades abrangidas pela portaria;

11 de dezembro (sexta-feira): NIS final 2;

14 de dezembro (segunda-feira): NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

A mudança foi estabelecida pela Portaria MDS nº 1.221/2026, que suspendeu por três meses as regras de pagamento escalonado previstas na Portaria MDS nº 954/2023. O prazo poderá ser prorrogado por igual período.

A norma mantém os procedimentos específicos para municípios com reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública pelos governos estaduais ou pela União. A alteração modifica apenas as datas dos depósitos e não representa pagamento extra às famílias.

Valor mínimo passa a R$ 691

O valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691 em outubro de 2026, após reajuste de 15,04%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, foi a primeira atualização pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023.

O cálculo considera o Benefício de Renda de Cidadania, de R$ 164 por integrante da família. Quando a soma dos valores individuais não alcança o mínimo de R$ 691, o governo paga um complemento para garantir o piso.

O programa também prevê adicionais conforme a composição familiar: R$ 173: por criança de até 6 anos; R$ 58: por gestante; R$ 58: por criança ou adolescente de 7 a 17 anos; e R$ 58: para famílias com nutrizes, conforme as regras do benefício variável familiar.

Os valores são acumuláveis conforme a composição e os critérios de elegibilidade de cada família.

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