
Dinheiro guardado em caixas, relógios de luxo e carros importados foram apreendidos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29.10), durante a Operação Tomada de Contas, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, está entre os seis presos.
Também foram presos a secretária executiva Roseli Loss; o assessor Adriangelo Barros Antunes; o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia; Felipe José Glinke; e Gustavo Fernandes da Silva. Os seis são alvos de mandados de prisão preventiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Além das prisões, a operação alcançou residências de seis conselheiros do Tribunal, segundo já informado pelo
. Em outra frente das medidas judiciais, os conselheiros José Carlos Novelli e Alisson Carvalho de Alencar foram afastados das funções.
Mais de 180 policiais federais participam do cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O STJ também autorizou a quebra de sigilos e o sequestro de bens dos investigados.
Durante as buscas, foram encontrados maços de reais e euros. Imagens da operação mostram parte do dinheiro acomodada em caixas de arquivo no porta-malas de um veículo, além dos relógios e veículos importados recolhidos pelos agentes.
Segundo a PF, uma das suspeitas é de que a suspensão de contratos administrativos tenha sido utilizada para pressionar fornecedores. Os investigadores também apuram se houve favorecimento de empresas na liberação de recursos públicos e divergências nos pagamentos às contratadas.
Outro foco são as movimentações financeiras consideradas atípicas de servidores, incluindo saques frequentes em espécie. A investigação busca esclarecer possíveis vínculos entre créditos bancários e retiradas de dinheiro realizadas dentro das dependências do Tribunal.