
O Brasil abateu 10,72 milhões de bovinos entre abril e junho de 2026, o maior volume registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1997.
Os dados foram analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e divulgados nesta quinta-feira (17.09). O aumento no número de animais encaminhados aos frigoríficos também foi acompanhado pela expansão da produção de carne bovina.
O peso total das carcaças passou de 2,63 milhões de toneladas no primeiro trimestre para 2,75 milhões de toneladas no segundo. O crescimento foi de 4,4% entre os dois períodos.
Segundo o Cepea, os números indicam maior oferta de carne bovina pela indústria frigorífica e refletem a manutenção de um ritmo elevado de abates no país.
O desempenho, no entanto, não está relacionado somente à quantidade de animais abatidos. A composição do rebanho encaminhado aos frigoríficos e o aumento do peso médio das carcaças também podem ter contribuído para o resultado.
Entre os fatores apontados pelos pesquisadores estão os investimentos realizados pelos produtores em genética, nutrição, manejo dos animais e qualidade das pastagens. Essas medidas podem elevar a produtividade e permitir que os bovinos cheguem ao abate com maior peso.
O levantamento divulgado não detalha, no entanto, como o crescimento da oferta deverá afetar os preços pagos aos pecuaristas ou o valor da carne repassado ao consumidor.