Sexta, 18 de Setembro de 2026
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Flamengo flerta com desastre, mas sobrevive e vai à semifinal

Leonardo Jardim reconheceu a classificação, mas deixou um aviso para a sequência da competição

18/09/2026 às 08h29
Por: Redação
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Flamengo flerta com desastre, mas sobrevive e vai à semifinal

O Flamengo está nas semifinais da Conmebol Libertadores, mas a classificação veio acompanhada de um alerta. O empate por 1 a 1 com o Independiente del Valle, nesta quinta-feira, no Maracanã, garantiu a vaga, porém expôs um time que esteve perigosamente perto de transformar uma vantagem confortável em desastre.

Depois de vencer por 2 a 0 na altitude de Quito, o Flamengo entrou em campo com margem suficiente para administrar o confronto. O problema foi justamente a forma como encarou essa vantagem. Em vários momentos, principalmente no primeiro tempo, a equipe pareceu acreditar que a classificação já estava encaminhada e permitiu que o Del Valle transformasse uma missão improvável em ameaça real.

O cenário ficou ainda mais delicado quando os equatorianos abriram 1 a 0. Depois, Jorginho foi expulso e deixou o Flamengo com um jogador a menos. Para completar a noite de tensão, o Del Valle chegou a balançar novamente a rede, mas o lance foi anulado por impedimento após análise do VAR.

A tranquilidade esperada virou apreensão nas arquibancadas.

O Flamengo escapou do pior quando Quintana falhou de maneira decisiva. Após um chutão de Rossi, a bola ganhou altura, o defensor foi enganado pelo quique e Arrascaeta aproveitou para marcar o gol de empate. O uruguaio, que havia entrado no lugar de Lucas Paquetá, apareceu novamente em um momento decisivo e praticamente encerrou o risco de uma eliminação traumática.

Apesar da classificação, a atuação deixou problemas evidentes. Ayrton Lucas, Pulgar, Carrascal e Paquetá estiveram entre os jogadores que tiveram rendimento abaixo do esperado em uma noite de pouca inspiração coletiva.

Taticamente, o gol sofrido cedo também ajudou o Independiente del Valle. A equipe equatoriana passou a explorar os contra-ataques enquanto o Flamengo demonstrava dificuldade para controlar a partida. O desconforto chegou às arquibancadas, e o time rubro-negro deixou o gramado sob vaias no intervalo.

A principal preocupação, contudo, foi a postura. A vantagem conquistada no Equador pareceu diminuir a intensidade com que o Flamengo iniciou o confronto. A reação emocional aconteceu justamente quando a situação ficou mais complicada.

Após a expulsão de Jorginho, as vaias deram lugar ao apoio das arquibancadas. Pressionado e com dez jogadores, o Flamengo passou a demonstrar uma disposição que havia faltado durante boa parte da partida.

Depois do jogo, Leonardo Jardim reconheceu a classificação, mas deixou um aviso para a sequência da competição.

“O grupo está de parabéns, mas temos que chamar a atenção que só somos favoritos dentro de campo, não fora dele”, afirmou o técnico.

A expulsão de Jorginho também serve de alerta. Independentemente da discussão sobre o rigor do segundo cartão amarelo, o volante colocou a equipe em situação de risco em um mata-mata continental. Pulgar também esteve próximo de receber o vermelho. Contra o Estudiantes, na semifinal, controlar esse tipo de situação será fundamental.

Se houve algo positivo além da vaga, foi justamente a reação do Flamengo em seu momento mais difícil. Com um jogador a menos, a equipe conseguiu suportar a pressão e mostrou organização defensiva para impedir que o Del Valle levasse a disputa para um cenário ainda mais dramático.

No fim, o Flamengo avançou porque construiu boa parte da classificação ainda em Quito e encontrou forças para sobreviver à própria atuação no Maracanã. A vaga está garantida, mas o desempenho deixa uma advertência para a semifinal: vantagem, favoritismo e Maracanã cheio não substituem intensidade dentro de campo.

O sonho do pentacampeonato da Libertadores continua. Para alcançá-lo, porém, o Flamengo precisará se aproximar muito mais da equipe que venceu no Equador do que daquela que flertou com o desastre no Rio de Janeiro. (Com informações Marcello Neves — Rio de Janeiro)

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